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Avaliação da respiração

por João Marques

 

Aqui estão algumas maneiras específicas de reconhecer e avaliar a respiração do tórax superior:

Postura. De um modo geral, procure uma cabeça para frente, cintura de ombro elevada, ombros em uma posição prolongada, uma coluna torácica imobilizada e cifótica, uma inclinação anterior da pelve e/ou um alargamento de costela unilateral ou bilateral.

A avaliação de respiração a seguir é uma boa dica para iniciar uma avaliação.

Qualquer teste que você escolher para administrar, observe o período de tempo para o cliente complete uma respiração profunda – uma inalação saudável e completa e uma expiração não devem levar menos do que 10 segundos.

  • Teste alto-baixo. Peça ao cliente que esteja na posição supina ou em uma posição sentada. Instruir o cliente para colocar uma mão no tórax e a outra na barriga, e depois que o cliente faça algumas respirações relaxadas. Durante as respirações, tome nota da mudança na posição das mãos do cliente. Idealmente, a mão na barriga deve subir antes da mão no toráx. A mão no toráx deve mover-se ligeiramente para a frente (não para o queixo). Se ele se move significativamente mais do que a mão na barriga, há uma sugestão de respiração disfuncional (Simons, Travell & Simons 1999).

Alguns outros sinais reveladores de respiração disfuncional são suspiros frequentes ou bocejos, repetidos limpeza da garganta ou tração de ar e/ou respiração bucal contínua.

Embora pareça menos emocionante do que outros protocolos, a respiração diafragmática serve como base para o movimento funcional e a estabilidade do núcleo. Ajude seus clientes a otimizar sua função de respiração diafragmática e você verá que eles alcançam seus objetivos de fitness, enquanto também reduzindo algumas das suas dores e dores irritantes.

 

Controle da respiração

Em relativo repouso, a frequência respiratória é da ordem de 10 a 15 movimentos por minuto.

A respiração é controlada automaticamente por um centro nervoso localizado no bulbo. Desse centro partem os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios (diafragma e músculos intercostais). Os sinais nervosos são transmitidos desse centro através da coluna espinhal para os músculos da respiração. O mais importante músculo da respiração, o diafragma, recebe os sinais respiratórios através de um nervo especial, o nervo frênico, que deixa a medula espinhal na metade superior do pescoço e dirige-se para baixo, através do tórax até o diafragma. Os sinais para os músculos expiratórios, especialmente os músculos abdominais, são transmitidos para a porção baixa da medula espinhal, para os nervos espinhais que inervam os músculos. Impulsos iniciados pela estimulação psíquica ou sensorial do córtex cerebral podem afetar a respiração. Em condições normais, o centro respiratório (CR) produz, a cada 5 segundos, um impulso nervoso que estimula a contração da musculatura torácica e do diafragma, fazendo-nos inspirar. O CR é capaz de aumentar e de diminuir tanto a frequência como a amplitude dos movimentos respiratórios, pois  possui quimiorreceptores que são bastante sensíveis ao pH do plasma. Essa capacidade permite que os tecidos recebam a quantidade de oxigênio que necessitam, além de remover adequadamente o gás carbônico. Quando o sangue torna-se mais ácido devido ao aumento do gás carbônico, o centro respiratório induz a aceleração dos movimentos respiratórios. Dessa forma, tanto a frequência quanto a amplitude da respiração tornam-se aumentadas devido à excitação do CR.

Em situação contrária, com a depressão do CR, ocorre diminuição da frequência e amplitude respiratórias.

A respiração é ainda o principal mecanismo de controle do pH do sangue.

Gasto energético: 3 a 5 % do metabolismo (ventilação normal) 50 vezes maior durante o exercício físico.

Complacência Pulmonar- é inversamente proporcional à elastância.

Complacência (extensão) – Se diminuída, há dificuldade de inspirar já a elastância – Se diminuída, há dificuldade de expirar – Caso de enfisema pulmonar.

 

Seu padrão de respiração precisa de atenção

Pare de respirar com o pescoço e o peito, porque isso está matando suas costas. Respiração e respiração consciente não são a mesma coisa. Respiração todo mundo faz, ou estaríamos mortos. Respiração consciente requer atenção e esforço. A respiração consciente é a chave para a estabilização espinhal. O cilindro central do diafragma, assoalho pélvico, abdominal transversal e multífido o mantêm fortalecido e seguro. Assim como um abraço de sua mãe.

Eles formam o que é conhecido como Núcleo Intrínseco.

– Diafragma

– Abdominal transverso

– Músculos do assoalho pélvico

– Multífido

Em 1985, Richard Kayser, um especialista nasal, descobriu o “ciclo nasal”. Aproximadamente 85% das pessoas estão a todo momento respirando por apenas uma de suas narinas. A alternância ocorre, em média, a cada quatro horas. Isso varia de acordo com a posição do corpo e congestão nasal.

A troca se dá através do tecido erétil do nariz. O tecido se incha em uma narina, bloqueando a passagem do ar quase completamente, enquanto na outra ele se contrai, permitindo a respiração.

Além disso, pesquisas indicam que a narina pela qual uma pessoa está respirando pode afetar seu cérebro e corpo. Um estudo revelou que o uso da narina direita pode aumentar significativamente o nível de glicose no sangue, ao passo que a narina esquerda faz exatamente o contrário. Outro estudo sugere que a respiração através da narina direita proporciona um consumo maior de oxigênio do que esquerda.

 

Nadi shodana (respiração alternando as narinas)

Sentado, ereto, coloque o dedo médio e o indicador da mão direita no ponto entre as sobrancelhas. Expire pelas duas narinas. Então, tampe a narina direita com o polegar e inspire apenas pela esquerda. Tampe a esquerda com o dedo anular e solte o ar pela direita. Agora inspire pela direita, tampe-a com o polegar e solte pela esquerda, completando um ciclo completo. Faça 12 ciclos. Na yoga esse pranayama (respiração) restaura o equilíbrio em momentos de crise.

Outros exemplos de respiração abdominal:

1- Observe a sua respiração na região abdominal. Observe que, enquanto inspira seu abdómen dilata-se e enquanto exala o abdómen se contrai.
Não se deve contrair ou expandir em demasia, o que dificultaria a respiração desnecessariamente.
Deve-se fazer 7 respirações concentrado nesta região, observando o movimento do abdómen.

2-  Conectar a língua ao palato.

– Inspirar lentamente, levando a respiração até ao abdómen, sentindo este se expandir.
– Reter o ar, contando um.

– Expirar lentamente, sentindo o abdómen se retrair.

– Reter a respiração enquanto conta-se um e inspirar novamente.

3- Inspire devagar contando até 7, e depois solte o ar contando até 10. Sua expiração deve ser mais longa que sua inspiração, criando maior demanda por oxigênio na próxima inspiração. Aumente o tempo gradativamente ao longo de sua prática.


Referências

Breathe. Exhale. A version of this article appears in print on November 15, 2016, on Page D4 of the New York edition.

Profª Ana Luisa Miranda-Vilela – Fisiologia da respiração, Anatomia e fisiologia Humana.

Dr. Perry Nickelston  – Stop chasing pain.

LESLEY ALDERMANNOV. 9, 2016 Breathe. Exhale. Repeat: The Benefits of Controlled Breathing.

Fábio Jorge Renovato FrançaI; Thomaz Nogueira BurkeI; Daniel Cristiano ClaretII; Amélia Pasqual MarquesIII, 2008 Estabilização segmentar da coluna lombar nas lombalgias: uma revisão bibliográfica e um programa de exercícios.

Paula Louredo. A respiração e o nosso diafragma. R7. Educador. Consultado em 17 de agosto de 2013

OSCAR, E, 2014, Corrective exercise solutions to common hip and shoulder dysfunction

 

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