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Dor no dia seguinte significa que o treino foi bom?? Podemos treinar com dor muscular da sessão anterior??

É necessário ficar com dor no dia seguinte para o treino ter sido bom?? Podemos treinar com dor muscular da sessão anterior??

Post de hoje traz um artigo bem interessante que tenta responder essas perguntas.

“No pain, no gain”: dor muscular como indicador de qualidade do treinamento e intervalo de descanso entre grupos musculares?

Uma prática comum entre os adeptos da musculação é a avaliação da qualidade do treinamento pela dor muscular tardia (DMT).

A DMT é um sintoma associado à micro lesões do tecido conectivo que sensibilizam nociceptores (receptores de dor) causadas pela tensão muscular gerada pelo treinamento de força (Proske e Morgan, 2001).

A ruptura da estrutura do sarcômero leva a um fluxo de proteínas e biomoléculas entre os líquidos intracelular e extracelular que leva a uma resposta inflamatória (Stauber e colaboradores, 1990).

São vários mecanismos apresentados na literatura que apontam para possíveis explicações do processo de síntese proteica, dentro desses processos, sabemos que existe uma relação entre a hipertrofia e a inflamação muscular causada pelo treinamento (Azizbeigi e colaboradores, 2015).

Porém, Nosaka (2002) mostrou que não existe uma correlação entre os biomarcadores inflamatórios e a percepção da DMT (avaliada por uma escala visual).

Outro fato que desconsidera a correlação entre DMT e hipertrofia é que atletas de provas de endurance (maratonistas e ciclistas de longas distâncias) apontam altos níveis de DMT com nenhuma adaptação favorável à hipertrofia (Tee e colaboradores, 2007).

Dessa forma a DMT não é um parâmetro para avaliação da qualidade do treinamento e consequentemente de uma maior resposta hipertrófica.

Também existe um mito nas academias relacionado à DMT onde o treinamento de um grupo muscular deve respeitar um intervalo determinado pela ausência completa da dor. Entretanto, a DMT parece apresentar uma alta variabilidade interindividual (Tegedee e colaboradores, 2003).

Essa variabilidade pode estar associada tanto a fatores genéticos quanto a ajustes periféricos que podem modular a sensação da dor no sistema nervoso central em diferentes níveis (Nicol e colaboradores, 2003).

Sikorski e colaboradores (2013) verificaram através de relatos de body builders, que alguns grupos musculares são mais propensos a DMT do que outros.

Dessa forma também se desconsidera a utilização da percepção da DMT para estimar o intervalo de treino entre os grupos musculares.

 

Referências:

Teixeira, C. et al. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo. v.9. n.55. p.562-571. Set./Out. 2015. ISSN 1981-9900.

 

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